> Lousa Digital – Infantil 2B
> Folclore Infantil 3A
> Localização Espacial – 1ª série
> Projeto Pessoal - 2ª série
> “Oficina de Matemática: subtração e resolução de problemas” – 2ª série
> “Um dia na aldeia” - Visita ao Sítio do Sol (Cabreúva) – 2ª série
> Repúbllica do Lago – 4ª série
> Dia de índio – 4ª série
> “As Grandes Civilizações da Antigüidade” retratadas em livro pela 5ª série
> Escola de Esportes
> Interescolar
> A Política, a Cidadania e a Prática Escolar no Ensino Fundamental

Lousa Digital – Infantil 2B

"Os alunos do Infantil 2 conheceram a Lousa Eletrônica, um equipamento de Informática com tecnologia de ponta; o atrativo é que para mexer nas funções do computador a pessoa tem que utilizar o dedo no lugar do mouse. Para testar tal inovação, todas as crianças fizeram um desenho coletivo, utilizando a mesma, o que as fascinou e lhes possibilitou um momento prazeroso de grande envolvimento e descoberta."

Veja os depoimentos do Infantil 2B:

Giovanna: "Eu achei legal de fazer o desenho!"
Caroline: "Eu gostei porque a gente fazia com o dedo!"
Gustavo: "Eu achei legal!"
Leonardo: "Eu achei legal, porque a gente não desenha com a caneta, a gente desenha com a mão!"
Beatriz: "Eu gostei de desenhar uma flor e apagar com a mão!"
Gianne: "Gostei, porque tinha um monte de coisas desenhadas!"
Maria Carolina: "Eu adorei, muito legal!"
Anna Cecília: "Legal, como desenha!"
Amanda: "Eu gostei de desenhar!"
Laura: "Legal, porque eu desenhei com o dedo!"
Rubens: "Eu achei legal, porque dá pra escrever com o dedo!"
Midori: "Legal porque dá pra desenhar com a mão!"
João Vitor: "Eu gostei porque é o nosso dedo que escreve."
André Luis: "Legal, porque escreve com o dedo."
Eduardo: "Legal, porque desenhamos todos juntos."

Contribuição: Patrícia Del Bianco Ribaldo
Professora do Infantil 2B

Contribuição: Tânya Domingues Monteiro de Oliveira
Informática Educacional



FOLCLORE INFANTIL 3 A

Folclore é o tema escolhido para o projeto a ser desenvolvido pelo Infantil 3 A no 2ª semestre. Através dele, podemos resgatar a origem e cultura do nosso país, a nossa herança cultural.
O livro “O Saci”, de Monteiro Lobato, foi o ponto de partida, pois nele encontramos: mitos, lendas, brincadeiras, brinquedos, o negro supersticioso, a negra que conta história e faz comida, a boneca de pano, o boneco de sabugo de milho, crianças que criam e inventam, usando a imaginação.
Lobato trouxe o Brasil para dentro da sala de aula, e juntamente com seus personagens as crianças também começaram a se interessar pelo FOLCLORE.

Contribuição: Ana Lúcia Teixeira Bonato de Camargo
Professora do Infantil 3A



Localização Espacial – 1ª série


Atividade realizada em aulas de Matemática, integrada às outras áreas do conhecimento, proposta pelo livro de Matemática, Minha Vida na Escola , de Amabile Mansutti e Lydia Negreiros, 1ª série do Ensino Fundamental I.

Fundamentação teórica:

Os conteúdos de natureza conceitual abordam os fatos, conceitos e princípios de modo a possibilitar a construção das capacidades intelectuais para operar com símbolos, idéias e imagens, por meio das quais se pode compreender e representar a realidade. A aprendizagem desses conteúdos se dá por aproximações sucessivas, iniciando-se pela apreensão de noções matemáticas, que, a partir do confronto com novos fatos e informações, evoluem para conceitos cada vez mais abrangentes e de maior nível de abstração.

Os conteúdos relacionados aos procedimentos estão ligados ao “saber fazer”, que implica na tomada de decisão para realizar uma série de ações de forma ordenada para atingir uma meta. Esses conteúdos são tratados considerando-se como objetos de ensino que necessitam da intervenção do professor para serem aprendidos. O professor, na condição de mediador, favorece e promove a ação dos alunos para que estes construam seu conhecimento.

Objetivo do trabalho realizado:

. Estabelecer pontos de referência para situar-se e deslocar-se no espaço, bem como identificar relações de posição entre lugares, usando o vocabulário adequado;

. Perceber semelhanças e diferenças entre representações no espaço, identificando formas bidimensionais e tridimensionais usando a descrição oral, as construções e representações;

. Estabelecer análises, comparações e relações entre diferentes formas de comunicação e representação – descritiva e desenhada.

Relato da professora:

“Essa atividade possibilitou diferentes caminhos de construção do conhecimento. Não foi possível “sucesso” na primeira tentativa. O olhar construtivo frente ao “erro” permitiu ao grupo novos desafios. Esse percurso de tentar de novo possibilitou que as crianças reavaliassem os procedimentos e replanejassem novas ações, observando as primeiras tentativas e antecipando os possíveis “erros”.

É nesse exercício de construir, reconstruir e auto avaliar-se que acreditamos que o ser se desenvolve e evolui.

Possibilitar à criança uma reflexão sobre sua produção, dar-lhe a palavra e considerá-la, faz parte de nossa crença em fazer uma educação de qualidade”.

Se você é da 1ª série e gostaria de conhecer todo o trabalho realizado, acesse o Portfólio da Turma no Portal Educacional. Lá estão todas as etapas dessa atividade.

Contribuição: Kelly Cristina Biancalana Cassanti
Orientadora de 1ª e 2ª séries


Projeto Pessoal - 2ª série

O Projeto Pessoal, realizado na 2ª série, é um trabalho individual, no qual o aluno escolhe um tema de interesse, geralmente, que não consta em nosso currículo e é orientado pela professora para o desenvolvimento do trabalho de pesquisa.

O aluno elabora sua rede de perguntas sobre o tema, que são, na verdade, dúvidas, questionamentos ou curiosidades. É orientado para a realização de pesquisas que serão desenvolvidas em casa.

Ao final, socializa seu trabalho com o grupo usando justificativa de interesse sobre o tema, a problematização e conclusão do trabalho.

Cada classe de 2ª série poderá conferir suas fotos no "Portifólio da Turma" no Portal Educacional.

Contribuição: Professoras da 2ª série



“Oficina de Matemática: subtração e resolução de problemas” – 2ª série

Como é de conhecimento de todos, uma das prioridades do Colégio Notre Dame é a interação entre escola – pais – alunos, numa dinâmica de esclarecimento e compartilhamento das atividades que envolvem a comunidade escolar.

Visando tal integração, nos dias 08 e 09 de maio, ocorreu a segunda reunião coletiva de pais com o tema “Oficina de Matemática: subtração e resolução de problemas”, quando se possibilitou aos pais vivenciarem na prática o que os educando de 2ª série fazem em sala de aula, além de conhecerem os princípios norteadores e os eixos temáticos da Matemática para a série em questão.

Cada participante teve a oportunidade de compreender o processo de construção do Sistema de Numeração Decimal e da sistematização do algoritmo da subtração sem e com recurso (tendo como suporte o uso do material dourado e fichas sobrepostas), bem como conhecer e interagir com situações-problema convencionais e não convencionais realizadas pelas crianças em sala de aula.

Foi socializado também às famílias um programa usado pelos nossos alunos no Laboratório de Informática, chamado Blocos, que mostra o processo de compreensão da subtração e as formas de elaboração das respostas de nossos alunos aos problemas convencionais e não convencionais.

Além de ter um maior contato com o trabalho realizado e tirar dúvidas para garantir um melhor acompanhamento da lição de casa, foi possível também estabelecer uma proximidade maior entre família e escola.

Abaixo estão alguns comentários feitos por pais que estiveram presentes na reunião, o que comprova a importância de momentos como esse, bem como o interesse das famílias pelo processo ensino-aprendizagem de seus filhos.

“Gostei muito da oficina, pois ajudou a esclarecer as minhas dúvidas e a orientar melhor meu filho”.
“Achei muito interessante os problemas não convencionais que, na minha opinião, é uma forma criativa de propor problemas matemáticos”.
“Gostei muito da reunião. Esclareceu a forma de aprendizagem da subtração. Fiquei muito contente, pois aprendi também”.
“A dica da aula de informática foi simplesmente “demais”, pois as crianças adoram utilizar o micro e ficará muito mais fácil e estimulante o aprendizado da Matemática”.
“Foi importante e abordou o tema com bastante clareza”. Compartilhar os momentos da vida escolar e como as crianças se relacionam com a escola e os seus desafios, é realmente produtivo e interessante. Espero que esses momentos aconteçam sempre”.
“Achei a reunião importante e bastante esclarecedora. Podem ser mais freqüentes, ajudando os pais a ficarem mais cientes do aprendizado dos filhos”.
“Obrigada pela oportunidade dada para que possamos auxiliar nossas crianças em casa”.

Contribuição: Kelly Cristina Biancalana Cassanti
Orientadora de 1ª e 2ª séries



“Um dia na aldeia” - Visita ao Sítio do Sol (Cabreúva) – 2ª série

“Comunidade Indígena” foi o projeto desenvolvido pela 2ª série no 1º semestre deste ano.
Cada classe teve a oportunidade de levantar e responder perguntas a respeito desse tema, individual e coletivamente.
Visando complementar esse estudo, os alunos realizaram um Estudo do Meio “Um dia na aldeia”, na cidade de Cabreúva, quando tiveram a oportunidade de entrar em contato com representantes da nação Guarani.
Foi uma vivência muito rica e que permitiu ampliar os assuntos estudados em classe.
Confira abaixo o texto que conta sobre essa experiência. Para ver mais fotos do estudo acesse o “Portfólio da Turma” no Portal Educacional.

“Em 12 de junho, fomos conhecer uma réplica de aldeia indígena na cidade de Cabreúva, onde passamos o dia em companhia de alguns membros da nação Guarani.
Nesse estudo do meio pudemos complementar as pesquisas que estavam sendo realizadas em sala, comparando nosso estudo com a realidade daquele povo.

Fizemos algumas descobertas:
- Ritual de recepção: sempre que o povo Guarani recebe uma visita realiza o seguinte ritual: são lançadas duas flechas como forma de pedir proteção à natureza para que o clima seja favorável. Enquanto a visita estiver na aldeia, as flechas permanecem no lugar em que caíram. Os índios acreditam que ninguém pode tocar nelas, caso contrário, a natureza pode se rebelar (chover forte, ventar...).

- Tribo: conforme explicação do líder Joel, tribo se refere a subgrupos, portanto, é inadequado se referir a um povo dessa maneira. Utilizam então, povo, etnia ou nação Guarani.

- Oca: essa é uma palavra usada para denominar a casa dos índios, porém, cada nação tem um tipo de moradia com um nome específico, não sendo reconhecida a palavra oca no meio indígena.

- Cacique e pajé: são palavras que também não são reconhecidas pela língua indígena. Não existe o chefe ou o curandeiro, mas sim, numa nação, existem líderes que são observados desde crianças pelos mais velhos; e os que possuem capacidade de organizar grupos e brincadeira, passam a ser treinados para assumirem esse papel na aldeia quando adultos.

- Nome: os índios possuem um nome na língua indígena, mas escolhem um nome em português para constar em seus documentos.

- Medo: a única coisa que temem é “Tupã” (Deus), por acreditarem que é o Criador de todas as coisas.

- Os sentidos: os órgãos do sentido (visão, olfato, tato, paladar e audição) são bastante estimulados para que desenvolvam sensibilidades para ajudar na proteção e sobrevivência. Por exemplo: através do tato, conseguem identificar pegadas de animais e até mesmo há quanto tempo o animal esteve ali; são capazes de sentir cheiros de animais (como aranha, por exemplo) quando se aproximam.

- Comunicação na mata: produzem sons com a boca que se propagam pela mata.

- Beiju: comida típica feita de farinha de mandioca.

- Relação com a natureza: a mata é a grande casa dos animais; assim, simbolicamente, pedem permissão para sua entrada como forma de respeito. Utilizam somente o que consomem, havendo uma divisão do espaço que ocupam em mata baixa (onde constroem suas aldeias e fazem plantações), mata média (onde colhem frutos e realizam a caça) e a mata alta, que é preservada.

- Animais: só caçam para se alimentar e utilizam a pele e ossos. Caçam em época certa, evitando momento de procriação, e só caçam o macho.

No momento do almoço, vivenciamos o hábito alimentar dos índios. Nós nos servimos individualmente, não usando nem talheres nem prato; os alimentos foram colocados em folhas de milho. Saboreamos peixe, carne, abacaxi e banana assados na brasa; milho e mandioca cozidos; beiju e frutas.”

Contribuição: Professoras 2ª Série



Repúbllica Lago – 4ª série

www.replago.com.br


Num clima de ordem, alegria e descontração, num ambiente de liberdade, integração, respeito e amizade, os alunos da 4ª série do Colégio Notre Dame de Campinas, juntamente com seus professores, realizaram de 10 a 12 de agosto, a tão esperada viagem ao Repúbllica Lago, ou Replago, como é mais conhecido.

Monitores capacitados, cuja tarefa é manter as crianças seguras nas diversas atividades do dia, nas refeições, na hora do banho e até na hora de dizer: "boa noite, que amanhã tem mais", cumpriram com competência seu papel. Foram momentos que, com certeza, ficarão para sempre em nossa memória.

Nada mais gostoso que, no período das aulas, tirarmos alguns dias para convivermos, alunos e professores, num local diferente. Momentos mais descontraídos propiciam um melhor conhecimento e possibilidade de ampliar o grupo de amigos, pois no corre-corre do dia-a-dia nem sempre conseguimos nos observar com tanta intensidade.

Durante a estada no Replago, alunos e professores puderam conversar por longas horas, brincar juntos, rir, cantar, gritar, batucar na mesa, mergulhar na lama, pendurar na árvore e voltar para a escola muito mais unidos, mais amigos e com um melhor entrosamento dentro da sala de aula.

Esse fato demonstra que o acampamento, além de divertido, proporciona uma enorme união entre os colegas e uma melhora muito grande no rendimento e na dinâmica entre alunos, professores e orientadora. Sem dúvida, nos sentimos muito mais próximos.

Os jogos e brincadeiras pareciam ser de outro mundo: “capote nas estrelas”, ou melhor, “jornada nas estrelas”, “noite da pizza”, “balada”, “bala, chiclete, menina é garçonete”, “bala, bombom, menino é garçom”, sem falar da tão esperada “trilha do barroso” e do “futilama”. Em todos os momentos as crianças demonstraram grande alegria e entusiasmo. Foram tantas as atividades proporcionadas que nem percebemos o tempo passar.

Durante a viagem de volta pudemos constatar as expressões de cansaço e de euforia por tantos momentos agradáveis entre os colegas. Certamente a amizade entre nós se tornou bem mais consistente!

Contribuição: Josane Batalha Sobreira da Silva
Professora das 4 as séries B e D



Dia de índio – 4ª série

No dia 18/08, os alunos da 4ª série puderam conhecer Daniel Mundukuru, autor do livro “Você lembra, pai?”, última obra literária lida por nós. Para quem não conhece, Daniel é um índio da tribo Munduruku, interior do Pará. Ele é formado em Filosofia e Mestrando pela UNISAL, em Lorena, estado de São Paulo.

As crianças ficaram encantadas com esse bate-papo. Ah se todos pudessem pensar como índios!!... Daniel nos contou que o “Pai Maior” nos “emprestou” a natureza para que nós cuidássemos e um dia pudéssemos devolver para as futuras gerações. Deveríamos devolver como recebemos; porém, os homens acham que são “donos” do céu, “donos” da água e não fazem um bom uso deles.

Falou sobre as histórias, os costumes e as tradições indígenas. Contou-nos como as mães índias escolhem os nomes de seus filhos: elas conversam com o Pajé e ele lhes dá de beber um chá que faz com que elas sonhem com um animal por três noites seguidas. No caso dele, a mãe sonhou com um peixe e seu nome indígena tem o significado de “peixe maluco”.

Foram tantas histórias, tantos ensinamentos...

Fica aqui nossa homenagem a estes homens, a estas mulheres e curumins. Vamos valorizar um pouco o índio, sua cultura e, quem sabe, nos tornar um pouco índios também. Vamos seguir seus exemplos e ser mais amáveis com nossos idosos. E que tal, também, passarmos a respeitar o meio ambiente e dele somente retirar o que for necessário?

Quem sabe assim, possamos encontrar o tão necessário equilíbrio que pode garantir nosso futuro e nossa sobrevivência neste planeta que teimamos em continuar a destruir.

E para nós, educadores, ficam suas sábias palavras:
“Educar é como catar piolho na cabeça de criança.
É preciso que haja esperança, abandono, perseverança.
A esperança é a crença de que se está cumprindo uma missão.
O abandono é a confiança do educando na palavra.
A perseverança é a perseguição aos mais teimosos dos piolhos; é não permitir que um único escape, se perca.
Só se educa pelo carinho e catar piolho é o carinho que o educador faz na cabeça do educando, estimulando-o pela palavra e pela magia do silêncio. Ser educador é ser confessor dos próprios sonhos e só quem é capaz de oferecer o colo para que o educando repouse a cabeça e se abandone ao som das palavras mágicas, pode fazer o outro construir seus próprios sonhos. E pouco importa se os piolhos são apenas imaginários.”

Alguns depoimentos dos alunos da 4ª. B:

“O ensinamento que chamou minha atenção foi quando ele falou que as árvores eram nossas irmãs, a terra nossa mãe e a água e o fogo nossos avós. Se você destruir você destrói seus parentes”.
Henrique - 4ª. B

“O que mais chamou minha atenção foi quando ele falou que eles ajudam a preservar a natureza sem fazer um buraco no chão, porque é a mesma coisa que furar o coração da mãe. Se cortar a árvore, é o mesmo que machucar a irmã.”
Thaís - 4ª. B

“Eu gostei quando ele falou que os índios acordavam e dormiam com o Sol, e também se comunicavam por olhares...”
Eduardo V. - 4ª. B

“Gostei de ouvir quando ele falou que as crianças se reuniam junto ao velho e o velho começava a contar histórias. Devia ser muito legal ouvir os ensinamentos dos velhos.”
Matheus B. - 4ª. B

“O que mais chamou minha atenção foi quando ele falou que Deus nos empresta o Universo...”
Gustavo S. - 4ª. B

“Eu gostei de aprender que na vida dos índios o nome é sagrado e ele só pode ser revelado a quem a pessoa confia muito.”
Beatriz - 4ª. B

“A visita foi muito interessante. Gostei da parte em que o Daniel nos mostrou seus ensinamentos indígenas sobre a escolha dos nomes em sua tribo. O Pajé faz um chá e dá para a mulher que está grávida, dormir. Se por três noites seguidas ela sonhar com o mesmo animal, o nome do bebê será o mesmo do animal que ela sonhou.”
Luíza A. - 4ª. B

Alguns depoimentos dos alunos da 4ª. D:

“Eu gostei muito das coisas que o Daniel falou sobre ele. Apesar de eu ter gostado da maioria das coisas que ele contou, a que mais chamou minha atenção foi quando ele contou sobre a sua aldeia, porque a forma de vida dos Munduruku é bem interessante e diferente”.
Daniel – 4ª. D

“Eu gostei quando ele falou que os nomes da tribo Munduruku são sagrados e só podem ser revelados aos seus amigos e familiares. Ele também disse que a única coisa que temos só nosso é o nome. Eu gostei disso e acho que ele está certo. Achei interessante que na tribo dele não se podia revelar seu nome.”
Giovanna F. – 4ª. D

“Eu gostei muito quando ele falou como eram tratadas as pessoas mais velhas em sua aldeia, e comparou como elas são tratadas na cidade. Lá na aldeia, as pessoas querem ficar mais velhas para contar histórias. Lá as pessoas tratam os mais velhos com muito mais respeito. Aqui, na cidade, as pessoas xingam de “velho”, não se importam, nem respeitam. Agora eu sei que lá na aldeia Munduruku eles são tratados muito bem.”
Ana Carolina – 4ª. D

“Eu gostei muito dos ensinamentos que ele passou para nós. Ele falou uma coisa muito interessante sobre respeito aos mais velhos. Ele disse que lá na aldeia a emoção de chegar a idade de ser avô é muito grande. Isso porque são os avôs que ensinam as coisas aos mais novos.”
Giovanna V. S.– 4ª. D

Contribuição: Josane Batalha Sobreira da Silva
Professora 4ª s séries B e D


“As Grandes Civilizações da Antigüidade” retratadas em livro pela 5ª série

Os alunos das quintas séries do EFII estão construindo, nas aulas de
História, um livrinho sobre as Grandes Civilizações da Antiguidade. Trata-se de
trabalho conjunto com as seguintes áreas: Português, Matemática, Geografia, Arte, Inglês, Espanhol, Ensino Religioso e Informática. A primeira fase do trabalho está sendo construída manualmente para depois acontecer a impressão de cada exemplar.

Essa reflexão tem como objetivo aprofundar o conhecimento sobre as grandes
civilizações para que nosso estudo no Museu de Arqueologia e Etnologia da
Universidade de S.Paulo, que acontecerá nesse semestre, alcance pleno
aproveitamento.

 

Contribuição: Maria Regina Neves Pedroso Ramos
Professora de História - 5ª e 6ª séries

   


Escola de Esportes

As equipes da Escola de Esportes têm mostrado a evolução dos(as) alunos(as) no processo de aprendizagem em eventos que temos participado como, por exemplo: amistosos de futebol e handebol, festivais de ginástica olímpica e apresentações de ginástica geral. Durante esses eventos  algumas famílias estiveram presentes acompanhando, torcendo e notando o quanto o esporte é importante na formação de nossos(as) alunos(as).

Conheça abaixo algumas participações:
Amistosos de futebol: Colégio Coração de Jesus, Clube Concórdia, Colégio Montessoriano;
Amistosos de handebol: Colégio Doctus, Colégio Coração de Jesus, Copa Hand Beach (Cia Athletica);
Apresentação da equipe de Ginástica Geral na Festa Junina;
Copa Paulistana de Ginástica Olímpica – 1ª fase – Colégio Torricelli (Guarulhos);
Festival interno de voleibol.
Teremos mais eventos neste 2º semestre.

Contribuição: Marcos Antonio Perin
Coord. / Prof.° Escola de Esportes




Interescolar

É um evento esportivo organizado pela AECR (Associação Estudantil de Campinas e Região) e tem como objetivo promover a integração e a participação de alunos (as) e escolas particulares em várias modalidades. Esse evento envolve cerca de 20 escolas particulares e o Colégio Notre Dame está participando, com 12 equipes assim distribuídas: Handebol M/F (5ª e 6ª série), Futsal M (5ª e 6ª série), Handebol M/F (7ª e 8ª série), Futsal M (7ª e 8ª série), Voleibol F (7ª e 8ª série), Handebol M/F (Ens. Médio), Futsal M (Ens. Médio), Futebol Soçaite M (Ens. Médio) e Voleibol F (Ens. Médio).

Confira os Resultados

Contribuição: Marcos Antonio Perin
Coord. / Prof.° Escola de Esportes


A Política, a Cidadania e a Prática Escolar no Ensino Fundamental
>>> A formação escolar e a formação política
>>> O Projeto e o seu Desenvolvimento nas Oitavas Séries
>>> Desafios para a Equipe Docente na Perspectiva de um Trabalho Multidisciplinar
 

Falar de política é, muitas vezes, motivo para provocar sentimentos de aversão nas pessoas. Isso ocorre por uma certa valoração do conceito, muitas vezes ocorrida sem a consideração de seu real significado para a sociedade. Entretanto, desde a antiguidade, houve a necessidade de criação de regras que ajudassem na organização dos diversos grupamentos humanos que surgiram.

A política, que pode ser definida como a arte ou ciência de governar, é uma das instâncias sociais que submete tudo e todos que convivem em sociedade aos seus desígnios, instrumentos e práticas sociais, como a economia, a cultura e o próprio espaço dos homens.

Nas suas manifestações iniciais, a política surge e se confunde com as primeiras formas de organização social existentes nas cidades do passado _ as polis _ , pela necessidade de os homens se organizarem, se relacionarem harmoniosamente e obterem os produtos e resultados desejados para sua sobrevivência e a satisfação de suas necessidades.

O governo de um povo, a gestão de uma empresa, a convivência que ocorre a partir de regras estabelecidas em comum acordo entre os membros de uma determinada comunidade configuram-se como um fazer político necessário à organização social, responsável pelas condições de vida de uma determinada sociedade no curso de sua história.

No processo de transformação da política como uma série de medidas voltadas à obtenção de um fim ao longo do tempo e na sua complexização como conseqüência desse processo, várias formas de manifestação desse fazer humano surgiram sendo, talvez, a democracia a mais nobre de todas.

A democracia surgida na Grécia antiga ainda se faz presente nos dias de hoje, de modo diferenciado daquela manifestação política da antiguidade, por se configurar como um sistema político através do qual, ao menos em tese, todos se fazem representar e por isso têm a possibilidade de ter suas reais necessidades atendidas.

A democracia representativa exercida através da escolha de governantes pelo voto, direto ou indireto, é uma dessas manifestações da política exercida por um povo soberano, ou seja, capaz de decidir e conduzir o seu próprio destino.

Assim, o preço dos alimentos, o valor das taxas e impostos, o ter ou não ter trabalho a cada dia de nossas vidas, bem como todas as demais condições de vida ou de cidadania, onde quer que vivamos, envolvem uma reflexão sobre a política e seus rumos – as leis e normas que fundamentam a organização social e condicionam a nossa existência nos lugares da existência.

 

A formação escolar e a formação política

Volta teu rosto sempre na direção do sol e então as sombras ficarão para trás.

Sabedoria oriental

Em uma escola de formação cidadã como o Colégio Notre Dame de Campinas é fundamental trazermos à baila nesse ano eleitoral uma reflexão acerca dos fundamentos teóricos e práticos que dão sustentação à democracia participativa.

Em um ano de disputa eleitoral configura-se uma disputa pelos sistemas de poder, no qual a guerra pelo convencimento em busca do voto envolve instrumentos como o bombardeio midiático de informações sobre a população, tornando-se necessária uma melhor compreensão sobre alguns fatos, processos e estruturas do mundo em que vivemos.

Rompendo com muitos dos pressupostos teóricos de um conhecimento “morto”, sem significação para nossos alunos, cada vez mais os desafios de uma boa escola são os de buscar, além de uma instrução de qualidade, adequada aos conteúdos programáticos de cada série, um conhecimento “vivo”, capaz de torná-los bons conhecedores da sociedade e de compreender e intervir, no futuro próximo, nos fundamentos e estruturas do mundo em que vivemos.

Com o intuito de introduzir os alunos das oitavas séries em alguns conceitos e elementos de toda essa problemática da política vivida pelas sociedades ao longo da história, é que esse projeto de série foi pensado.

 

O Projeto e o seu Desenvolvimento nas Oitavas Séries

Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos !

Lao-tsé-filósofo chinês

Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira
Tolstoi

Um projeto envolvendo a temática da política, do processo eleitoral e da democracia participativa parece dar envergadura suficiente para desenvolvermos um importante trabalho de conscientização junto aos nossos alunos em formação escolar. Nesse segundo semestre de 2006, o projeto será desenvolvido trazendo para a sala de aula um vasto e rico material capaz de estimular nos estudantes o desenvolvimento de inúmeras competências e habilidades.

Trabalhar com temas como política e ação política ; conhecer as principais lacunas existentes entre os fundamentos teóricos do Estado (executivo, legislativo e judiciário) e o Estado Democrático de Direito ; entender os fundamentos que influenciam na organização da sociedade de classes , e a estruturação histórica das desigualdades existentes na sociedade brasileira constituem-se como algumas das ambições desse projeto de série.

A metodologia elaborada para um correto desenvolvimento das atividades tem considerado como fundamental, além do trabalho com os conteúdos, o desenvolvimento de algumas competências e habilidades, como dissemos:

Habilidades

•  Análise de alguns dos elementos estruturadores da sociedade brasileira contemporânea;

•  Identificação dos principais pressupostos da política e suas correntes de pensamento;

•  Desenvolvimento de uma visão e pensamento críticos sobre a política brasileira e mundial;

•  Posicionamento político diante de uma situação de divergência de idéias, como em um debate;

•  Saber ouvir e analisar diferentes pontos de vista;

•  Análise de textos e de idéias compreendendo as ideologias/teorias que orientaram os rumos políticos de sociedades do passado.

Competências

•  Compreensão dos processos econômicos e políticos que influenciam na vida política brasileira;

•  Construção da argumentação na prática do debate;

•  Domínio de diferentes linguagens (imagéticas e textuais);

•  Percepção das diferentes formas de manifestação da política na vida cotidiana;

•  Selecionar, Organizar e Relacionar dados e informações como base para construção do pensamento e da tomada de decisões.

 

Desafios para a Equipe Docente na Perspectiva de um Trabalho Multidisciplinar

A vida só pode ser entendida olhando-se para trás. Mas só pode ser vivida olhando-se para frente.

S. Kierkegaard

Todo projeto envolvendo diversas disciplinas é ideal na tentativa de levarmos ao aluno diferentes abordagens sobre determinado conteúdo acadêmico e escolar. A multidisciplinaridade no ensino é possível no âmbito do desenvolvimento de projetos como esse das oitavas séries do Colégio Notre Dame, neste ano de 2006.

Algumas das disciplinas envolvidas diretamente no desenvolvimento do Projeto, como Geografia, Artes e História utilizarão distintas abordagens e recursos, possibilitando aos alunos o acesso a formas complementares de aprendizagem dos conteúdos da série.

Um exemplo que poderíamos considerar é a atividade, desenvolvida no âmbito do projeto, do estudo multidisciplinar envolvendo um período particular da história do Brasil, o Regime de Exceção, ocorrido em nosso país entre 1964 e 1984.

Intitulada A Arte Contando a História, tal atividade abordará importantes aspectos desse momento peculiar da história brasileira, compreendendo uma visão particular sobre alguns dos fatos decorrentes da instauração de uma ditadura militar em nosso país, o contexto político e econômico em que ocorreu, os sujeitos históricos envolvidos, as conseqüências e desdobramentos para a vida política de nosso país.

Outras disciplinas também fundamentarão o projeto como Geografia _ Espanhol, Inglês e Matemática, dentre outras _ , que serão chamadas a compor uma visão totalizante sobre fatos e aspectos da política em nosso país e no mundo.

Contribuição: James Humberto Zomighani Júnior
Bacharel e Licenciado em Geografia pela UNICAMP. Mestrando em Geografia Humana pela FFLCH/USP. Professor de geografia das sétimas e oitavas séries do Colégio Notre Dame de Campinas e Pesquisador do TERRITORIAL – Instituto de Pesquisa, Informação e Planejamento.